Thursday, May 31, 2007

Um bocadinho da capa...

Uma vez que queremos voltar a dinamizar o blog, decidimos começar a colocar um novo post todas as semanas. A responsabilidade desta tarefa será repartida pelos elementos da banda rotativamente e no caso de algum falhar, deverá pagar uma rodada aos restantes no ensaio seguinte. Com estas medidas esperamos duas coisas:
1) estimular a nossa criatividade para desencantar notícias mesmo quando não as há;
2) beber muito mais à pála do Mummi.
Cabem-me as honras de iniciar esta nova etapa e começo por revelar uma pequena parte da capa do nosso próximo CD... Esta imagem que acompanha o post faz parte do artwork de INTERACTIVIST elaborado pelo João Diogo.
Aproveito também para dizer que este último ensaio foi um marco importante para a banda, uma vez que as coisas fizeram finalmente"click" e motivaram fortemente o pessoal - mas isso é outro assunto que deixo para o Mummi ou o Marciano desenvolverem numa semana da sua responsabilidade.
Quanto ao novo post estamos conversados.
Quanto ao próximo ensaio: é já este sábado!
Até breve,
spined

Tuesday, May 01, 2007

Sabiam que "Liberdade"...


Sabiam que "Liberdade", tema de Canker que data de 1999, é na realidade uma versão de uma música de nome "Ouvindo Beethoven"?

É verdade! Em 1973 , Manuel Freire deu voz a um texto de José Saramago, escrito em 1966.

Um texto em se pode notar a vontade expressa de mudança num país de ditadura.

A falta de liberdade de expressão, a censura, a opressão. Tudo o que se vivia naquela altura.


Ele cantou:"E chegará o dia das surpresas". E não é que chegou?




Ouvindo Beethoven

Venham leis e homens de balanças,
mandamentos d’aquém e além mundo.
Venham ordens, decretos e vinganças,
desça em nós o juiz até ao fundo.


Nos cruzamentos todos da cidade
a luz vermelha brilhe inquisidora,
risquem no chão os dentes da vaidade
e mandem que os lavemos a vassoura.


A quantas mãos existam peçam dedos
para sujar nas fichas dos arquivos.
Não respeitem mistérios nem segredos
que é natural os homens serem esquivos.


Ponham livros de ponto em toda a parte,
relógios a marcar a hora exacta.
Não aceitem nem queiram outra arte
que a proeza do registo, o verso acta.


Mas quando nos julgarem bem seguros,
cercados de bastões e fortalezas,
hão-de ruir em estrondo os altos muros
e chegará o dia das surpresas.